Egbert Schuurman (1937 - ) is a professor of Reformational philosophy at the Universities of Delft

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Crianças estupradas e sodomizadas em páginas do Facebook

Crianças estupradas e sodomizadas em páginas do Facebook

Bomba! Rede social favorita dos EUA é um paraíso de pedófilos

Chelsea Schilling
(MATERIAL EXPLÍCITO: Esta reportagem contem detalhes explícitos de abuso sexual de crianças, conforme mostrado em várias páginas do Facebook. O WND imediatamente denunciou imagens de pornografia infantil e abuso sexual de crianças ao FBI. As fotografias censuradas aqui publicadas estão entre as mais moderadas que encontrados.)
O lado negro secreto do Facebook
Ela é baixinha, morena, com olhos castanhos, mal completou 10 anos, e está nua; posando para o homem que a estuprou e trocou sua foto como moeda com milhares de predadores insaciáveis no Facebook.
A menina não sorri, porque sabe o que virá depois. Seu agressor irá compartilhar fotos e ganhar o direito de se vangloriar diante de milhares de outros depravados iguais a ele, que irão trocar suas próprias fotos eróticas (geralmente enviadas de celulares) de meninos e meninas que eles estupram.
Ela é linda. Aliás, poderia ser sua filhinha ou sua irmã mais nova. Seus cachinhos pendem sobre a sua jovem pele. Seu corpo nu mostra claramente que ainda não se desenvolveu. Mas tornou-se um brinquedo sexual, uma figurinha colecionável para adultos, um meio de excitar depravados sexuais pelo mundo.
Existem muitas outras meninas e meninos como ela; não em alguma revista vulgar nos fundos de uma livraria adulta, nem em um vídeo caseiro do Bairro das Luzes Vermelhas, nem nos becos de Bangladesh, mas em páginas de uma das mais bem sucedidas entre as novas empresas de internet no mundo.
Descubra o lado negro do Facebook, uma empresa onipresente com sede nos Estados Unidos, que está para fazer uma oferta pública inicial em que se espera avaliar a empresa em 100 bilhões dólares.
Imagens explícitas de crianças sexualizadas menores de 12 anos e de adultos estuprando crianças são colecionadas entre círculos de pedófilos no Facebook. Os print-screens publicados estão entre os mais “leves” dos que foram achados.
Outro perfil mostra um garotinho de certa de 8 anos, que se parece com um jovem esportista ou escoteiro da vizinhança. Ele foi forçado a se despir em uma cama, segurar os tornozelos atrás da cabeça para que seu captor fotografasse sua genitália e seu ânus.
Outro garoto, de cerca de 12 anos, está deitado de barriga para baixo em uma cama enquanto um homem adulto o penetra. A foto foi enviada por um celular, tirada ao vivo por uma terceira pessoa no quarto que observava o estupro da criança e enviava a imagem ao Facebook.
Em outras páginas, os depravados da pornografia infantil compartilhavam uma foto de duas meninas nuas se beijando e trocando carícias em um ambiente externo. Outro menino ainda, que aparenta cerca de 4 anos, recebendo sexo oral de uma criança cerca de dois anos mais velha.
Outras crianças na mesma faixa etária são mostradas sodomizando umas as outras, ou sendo estupradas por homens ou mulheres adultas, com links das fotos e vídeos postados no Facebook. Álbuns inteiros de meninos e meninas explorados estão visíveis para o público e compartilhadas com um mero clique.
Um usuário do Facebook identificado como “Kidsex Young” rapidamente adiciona outros com interesses similares para trocarem fotos e vídeos de abusos.
Na página do Facebook chamada de “Kidsex Young”, um homem pergunta aos outros, “Vamos trocar vídeos?” Outro usuário posta o vídeo de um homem nu acariciando um bebê em uma cama.

Perfil de um Predador do Facebook

Como parte de uma investigação secreta, o WND utilizou perfis falsos no Facebook e localizou dezenas de imagens de pornografia infantil após adicionar vários prováveis pedófilos e predadores que trocam milhares de fotos pornográficas na rede social.
Durante a investigação, comunidades inteiras de predadores foram facilmente encontradas no Facebook. Os pornógrafos infantis utilizam os grupos como pontos de encontro para encontrar outros com interesses similares. Muitos dos agressores listam interesses similares em seus perfis, incluindo termos como “treze”, “Lolita”, “Justin Bieber”, “incesto” e “PTHC” (sigla em inglês para “pornografia explícita pré-adolescente”). Suas atividades podem incluir “Receber fotos eróticas”, e assinam páginas de fãs explícitas no Facebook, postadas à vista de todos.
“PedoBear”, desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook.
Na maioria dos casos, pedófilos e pessoas que compartilham pornografia infantil possuem dois tipos de amigos: 1) pervertidos sexuais que possuem interesses similares e 2) crianças inocentes que eles encontraram e adicionaram no Facebook. Muitos predadores estabelecem um relacionamento virtual com uma criança, convencem-nas a enviar fotos provocantes ou até mesmo as convencem a se encontrar com eles pessoalmente.
Os nomes abaixo são de grupos e páginas reais atualmente ou anteriormente disponíveis para usuários do site de todo o mundo:
Kidsex Young
Preteen Lesbians
10-17 Teen Bisexual
Incest (“curtido” 2,119 vezes em 19 de abril de 2012)
PTHC (preteen hard-core pornography)
12 to 13 Boy Sex
Young Gay Pics and Movie Trade
Gangbanging
Hot and Teen Lesbians
Bl*wjob Fan Page (curtido 1,662 vezes em 20 de abril de 2012, a maioria por meninas e algumas jovens aparentemente adolescentes)
Young Lesbians
Teen Sex
Love Little Kids
I.ncest Forever
Menfor Babygirls
Sex Little Girls
Nude Teens
F**k Young Girls
F**k Young Boys
Como o nome sugere, o “PedoBear” é um desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook. No momento dessa reportagem, havia 267.064 páginas “curtidas” de dezenas de páginas cheias de grupos que continham o termo “PedoBear”. Em alguns desses grupos, o WND encontrou imagens bastante preocupantes.
Parece haver poucas restrições a esses grupos pela rede social.
Apesar de repetidas solicitações, o Facebook não respondeu as ligações telefônicas e e-mails do WND a respeito das numerosas imagens, vídeos ou páginas explícitas direcionadas a depravados sexuais.
Michelle Collins é vice-presidente da divisão da exploração de crianças no Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, conhecida pela sigla em inglês NCMEC. O Ministério da Justiça dos EUA financia a organização sem fins lucrativos, que mantém um canal para denúncias de pornografia infantil e envia as pistas para as agências de segurança apropriadas.
Ela disse ao WND que o NCMEC recebe denúncias de todas as redes sociais.
“Se eles obtiverem conhecimento, a lei exige que denunciem”, afirma Collins. “Com a natureza global disso e com empresas do tamanho do Google, Facebook e outros, há indivíduos utilizando seus sistemas de todas as partes do globo. Então, em muitos casos, recebemos denúncias de empresas que indicavam que imagens de pornografia infantil eram enviadas de [locais pelo mundo]… A média no ano passado foi de cerca de três dias para que o conteúdo fosse removido”.
Ao ser perguntada se as páginas e grupos explícitos do Facebook poderiam agravar o problema, permitindo que milhares de predadores de crianças interagissem para trocar fotos, Collins acredita que sim: “Existem palavras-chave que indicam que indivíduos com interesses comuns por crianças estariam debandando para… Acredito que essa é uma razão muito boa”.

Por trás das imagens

A maioria desses predadores não está simplesmente procurando imagens de pornografia infantil. Em um estudo conduzido em 2007 pela Agência Federal de Prisões, no qual psicólogos conduziram uma pesquisa de opinião detalhada sobre o comportamento sexual de criminosos virtuais, 85% deles afirmaram ter cometido abuso sexual contra menores, de toques inapropriados a estupros.
O Ministério da Justiça dos EUA explica: “Na maioria dos casos de pornografia infantil, o abuso não é um acontecimento que ocorreu uma única vez, mas uma vitimização contínua que progride ao longo de meses ou anos.  É comum que os produtores de pornografia infantil cuidem de crianças ou cultivem um relacionamento com a criança, para com o tempo gradualmente sexualizar o contato. O ato de cuidar estimula uma falsa sensação de confiança e autoridade sobre uma criança com vista a insensibilizar ou quebrar sua resistência ao abuso sexual”.
Essa foto foi encontrada em um álbum postado em um dos vários perfis do “PedoBear”, personagem de desenho que os pedófilos utilizam para identificarem um ao outro.
Richard Lepoutre esteve ativamente envolvido na luta para proteger crianças do abuso sexual por mais de 25 anos, e é cofundador da luta contra pedófilos no Facebook com a campanha Parem com a Pornografia Infantil no Facebook. Ele também trava uma batalha contra a exploração comercial do sexo por meio do seu trabalho nas campanhas Stop Online Exploitation (Parem com a Exploração Online) e Men Against Prostitution and Trafficking (Homens Contra a Prostituição e o Tráfico).
“Não é apenas uma questão de imagens”, afirma Lepoutre. “Na maioria dos casos, essas imagens estão associadas a crianças abusadas sexualmente. Sabemos que isso é o que está acontecendo. Eu teria o cuidado de não caracterizar isso como pessoas ruins tirando fotografias de menininhas nuas ou seminuas. É muito mais do que isso, porque em quase todos os casos essa sessão fotográfica é a foto ou a filmagem do estupro de fato da criança”.
O colaborador de Lepoutre nessa batalha contra a pornografia infantil é Raymont Bechard, autor de “The Berlin Turnpike: A True Story of Human Trafficking in America,” (“Pedágio de Berlim: Uma História Verídica do Tráfico de Pessoas nos Estados Unidos”), uma análise histórica da exploração comercial do sexo e do seu lugar dentro de todas as comunidades americanas. Berchard também escreveu “Unspeakable: The Truth Behind the World's Fastest Growing Crime” (“Inominável: A Verdade por Trás do Crime que Mais Cresce no Mundo”). Ele lançou a campanha Men Against Prostitution And Trafficking, uma comissão de ação política contra o tráfico de pessoas nos EUA, e é cofundador da Stop Child Porn on Facebook.
Em “The Berlin Turnpike”, Bechard explica: “Sites de redes sociais como Facebook, MySpace e Twitter mudaram o jogo completamente. Com uma enorme popularidade (e crescendo a cada dia que passa), esses sites gratuitos oferecem ferramentas muito poderosas para homens que compram sexo, cafetões e pedófilos que colecionam pornografia infantil. Em um estratagema de marketing brilhantemente tortuoso, cafetões utilizaram esses sites de maneira que os homens não precisam mais procurar mulheres nas esquinas ou na internet. Por meio das redes sociais, as mulheres vão a eles…
“Muito mais flagrante foi a utilização do Facebook por pedófilos para se conectarem uns aos outros pelo mundo e trocarem material sexualmente explícito de crianças, outra forma de tráfico de pessoas, conforme legislação americana”.
Em um grupo do Facebook chamado de “Forbidden Incest” (Incesto Proibido), uma “adolescente” demonstra interesse por um “papai amoroso” e recebe resposta de vários pretendentes.
Bechart observa que um perfil do Facebook do início de 2011, sob o nome fictício de “Marcos Teia”, tinha mais de 500 “amigos” que trocavam fotos. Uma das primeiras imagens de sua galeria retrata uma criança de apenas 6 ou 7 anos.
“Ela não estava sorrindo na foto. Com a cabeça levemente inclinada para a direita, olhava envergonhada para a câmera. Seu cabelo estava arrumado em alto estilo, com fitas verdes e amarelas. Além da maquiagem, estava usando batom, lápis de olho e sombra. Estava em um ambiente externo, com o céu azul e colinas não identificadas no fundo. Segurava um boneco inflável do Patolino. E estava completamente nua”.
A coleção crescia a cada hora que passava. Depois que o perfil de “Marcos Teia” foi denunciado, desapareceu temporariamente, mas logo ressurgiu.
“Um dia ele estava no Facebook com centenas de amigos, cujos perfis também exibiam fotografias sexualmente explícitas de crianças e adultos no site da rede social, e no dia seguinte havia desaparecido. Poucos dias depois estava de volta, ávido por aceitar solicitações de amigos de quem quer que fosse”.
Bechard também encontrou o perfil de um “Marcos Robson”.
“As fotografias eram imagens explícitas de meninas, aparentando a idade de 3 a 9 anos”, explica. “As imagens mostravam essas meninas envolvidas em sexo vaginal, oral e anal. Algumas estavam imobilizadas com silver tape. De acordo com o mural do grupo, “sex little girls” tinha 51 membros e o número de fotos havia aumentado para 37, incluindo uma que parecia ser uma menina recém-nascida e a genitália de um homem adulto”.
Os depravados sexuais utilizam páginas como a “I.ncest Forever” (“Incesto para Sempre”) para se encontrarem com outros que têm interesses similares.

Fazendo anúncios de sites de pornografia infantil

Bechard disse ao WND que os colecionadores de pornografia infantil estão lucrando com a postagem no Facebook de links externos para suas galerias de vídeos no Facebook.
“Muitas dessas pessoas possuem galerias secretas e links para vídeos que baixaram ou fizeram eles próprios”, afirma. “É aí que eles ganham dinheiro, com vídeos”.
Durante uma investigação do WND, era comum encontrar links para sites externos de pornografia infantil, com títulos de fotos e vídeos. Abaixo estão alguns desses títulos:
“Arabian boy f–k his neighbor 13 yo” (“Menino árabe f**e seu vizinho de 13 anos”)
“Mom seduces son in bedroom” (”Mãe seduz filho no quarto”)
“Arabian teacher rapes his student” ("Professor árabe estupra aluno”)
“Boys f–k each other” (“Meninos f***ndo”)
“Arabian boy f–k his younger brother in the a–” (“Menino árabe f**e irmão mais novo no c*”)
“Circumcision of boys” (“Circuncisão de meninos”)
O administrador do grupo “Planet-of-Boys” (“Planeta dos Meninos”), postou um informe aos seus visitantes da sua página do Facebook:
“Visite nosso blog e bate-papo ao vivo, onde pessoas que amam meninos compartilham e-mails e links em segurança; você pode ser excluído se fizer isso no facebook, mas em nosso blog você não será excluído e irá se divertir o tempo todo”.

“Eles não faziam ideia de que isso existia”

Bechard disse que um dos maiores obstáculos é o de superar a falta de conhecimento do público sobre a pornografia infantil no Facebook.
“Um dos problemas é o fato de poucas pessoas sequer saberem que esse problema existe”, afirma. “Ninguém sabe disso”.
Bechard e Lepoutre informaram aos gabinetes de congressistas que trabalham na área de abuso infantil e exploração comercial do sexo a respeito da pornografia infantil no Facebook.
“Eles não faziam ideia de que isso existia, porque todos confessaram que adoram o Facebook”, afirma Bechard. “A rede social os ajuda a se elegerem ou a evitar que outros se elejam. Todo mundo utiliza o meio”.
Segue uma reportagem local a sobre a assustadora tendência:
As pessoas que se importarem podem fazer o seguinte:
Se você deparou com algum conteúdo que aparente ser de pornografia infantil, denuncie imediatamente ao Centro de Denúncias de Crimes Virtuais do FBI.
(A Parte 2 dessa série de reportagens irá examinar a resposta do Facebook e de autoridades de segurança a respeito da atual batalha contra a pornografia infantil no Facebook.)
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Kids raped, sodomized on Facebook pages

A explosão de pornografia infantil no Facebook pode ser impedida?

A explosão de pornografia infantil no Facebook pode ser impedida?

O FBI e as autoridades de segurança lutam para acompanhar as milhares de denúncias

Chelsea Schilling
(MATERIAL EXPLÍCITO: Esta reportagem contem detalhes explícitos de abuso sexual de crianças, conforme mostrado em várias páginas do Facebook. O WND imediatamente denunciou as imagens de pornografia infantil e abuso sexual de crianças ao FBI. As fotografias censuradas aqui publicadas estão entre as mais moderadas que encontrados.)
Em um sótão escuro, uma menininha de não mais de 9 anos aparece com um olhar desconfiado, usando apenas um top. Ela olha de rabo de olho para a câmera. Os muitos comentários abaixo de sua foto dizem:
“Tão bonitinha!” declara um homem.
“Uhhh, isso aí”, diz outro.
Ela é apenas uma das 40 outras pré-adolescentes em um único perfil vestidas de trajes de banho sensuais ou sutiãs ou completamente nuas.
É apenas uma foto entre milhares de imagens explícitas e vídeos de exploração sexual de crianças, todas disponíveis na rede social utilizada por 901 milhões de pessoas que tanto a conhecem e adoram: o Facebook. A maioria dos usuários dos EUA não tem ideia de que a rede social abriga uma enorme coleção de pornografia infantil e violência sexual não denunciada.
Conforme anteriormente noticiado pelo WND, a maioria desses predadores não está simplesmente procurando imagens de pornografia infantil. Um estudo conduzido em 2007 pela Agência Federal de Prisões, no qual psicólogos conduziram uma pesquisa de opinião detalhada sobre o comportamento sexual de agressores virtuais, 85% deles afirmaram ter cometido abuso sexual contra menores, desde toques inapropriados a estupros.
Em um sótão escuro, uma menininha de não mais de 9 anos aparece com um olhar desconfiado, usando apenas um sutiã top.
O Ministério de Justiça dos EUA explica:
Infelizmente, o mercado de pornografia infantil disparou com o advento da internet e das tecnologias digitais avançadas. A internet fornece uma base para os indivíduos criarem, acessarem e compartilharem imagens de abuso sexual de crianças ao redor do mundo com um simples clique… Os criminosos de pornografia infantil podem se conectar a redes e fóruns de internet para compartilhar seus interesses, desejos e experiências com o abuso de crianças, além de vender, compartilhar e colecionar imagens.
Além disso, comunidades online promoveram o contato entre os criminosos de pornografia infantil, normalizando os seus interesses por crianças e insensibilizando-os para os danos físicos e psicológicos infringidos nas pequenas vítimas. Comunidades online também atraem e promovem novos indivíduos para se envolverem com a exploração sexual de crianças.

Notícias sobre a resposta do Facebook à pornografia infantil

Como parte de uma investigação secreta, o WND utilizou perfis falsos no Facebook e localizou dezenas de imagens de pornografia infantil após adicionar vários prováveis pedófilos e predadores que trocam milhares de fotos pornográficas na rede social. O WND imediatamente denunciou imagens explícitas de abuso sexual de crianças ao FBI.
Outra opção de página para perfis de pedófilos: “12 to 13 boy sex” (Sexo garotos 12 a 13 anos)
Outras fotos e vídeos de crianças vestindo fio dental em poses sensuais foram denunciadas ao Facebook primeiro para testar a resposta da rede social.
No início da investigação, o Facebook foi lento para remover as fotos e os perfis; e em alguns casos, pareceu não agir de forma alguma. Após três semanas de observação, alguns perfis denunciados primeiro foram removidos em 48 horas. No entanto, a maioria dos vídeos explícitos e grupos de interesse continuam na rede social até hoje, e novos perfis de pedófilos são espantosamente fáceis de encontrar.
Apesar das repetidas solicitações ao longo de quase dois anos, o Facebook não respondeu às ligações telefônicas nem aos e-mails do WND a respeito das imagens e vídeos numerosos que são compartilhados por seus usuários contendo crianças abusadas sexualmente ou posando nuas. No entanto, depois que a parte 1 desta série foi publicada, a rede social forneceu uma breve declaração por e-mail que o WND postou aqui.
(Várias outras fontes noticiaram respostas similares do Facebook há poucos meses, após uma enxurrada de reclamações sobre várias páginas que promoviam e faziam piadas sobre o estupro.)
Raymond Bechard, autor de “The Berlin Turnpike: A True Story of Human Trafficking in America,” (“Pedágio de Berlim: Uma História Verídica do Tráfico de Pessoas nos Estados Unidos”), lançou a campanha Men Against Prostitution And Trafficking (Homens Contra a Prostituição e o Tráfico), uma comissão de ação política contra o tráfico de pessoas nos EUA. Bechard utilizou perfis falsos no Facebook para encontrar predadores de crianças e denunciá-los às autoridades federais.
“Se você denunciar as imagens ao Facebook, o sistema deles é, infelizmente, muito incompetente e extremamente indiferente para denunciar crimes dessa natureza”, disse Bechard ao WND. “Você denuncia ao Facebook, mas não sabe realmente se algo aconteceu. Não há resposta, nunca, e você tem que voltar e ver se o conteúdo já foi removido. Se uma foto ou um vídeo de fato desaparecer, como realmente desaparece, não existe uma maneira de saber se o crime que você testemunhou foi denunciado às autoridades”.
Em um dos casos, quase 80 fotos de uma jovem, de cerca de 8 anos, revelava uma criança posando de fio dental escalando uma árvore. A menina abria as pernas enquanto o fotógrafo tirava fotos das suas nádegas e de sua genitália a poucos centímetros de distância da criança.
Quando o WND denunciou as fotos à rede social por telefone e pelo seu aplicativo online em 20 de março, o Facebook não retornou as ligações nem removeu as imagens. Elas ainda estavam lá em 3 de abril, quando o WND notificou o FBI.
Dentro de 24 horas da ocorrência registrada no FBI, todo o perfil do usuário foi removido.
Um aviso do Facebook informa aos usuários que as fotos denunciadas podem não ser removidas do site.
Autoridades do FBI que responderam às denúncias de pornografia infantil no Facebook foram corteses e prestativos. No entanto, o WND perguntou à porta-voz do FBI, Jenny Shearer, se o Facebook denunciava a pornografia infantil e cooperava prontamente com as investigações.
“Não falamos das nossas relações de trabalho com o setor privado, então não posso comentar”, disse Shearer ao WND, recusando-se a discutir as interações de segurança com o Facebook ou o Twitter nos casos de pornografia infantil.
Ao ser perguntada se a rede social está se tornando um atrativo para a pornografia infantil, ela respondeu, “Parece que as pessoas utilizam os sites de redes sociais para todo tipo de interesses, incluindo os que podem envolver, infelizmente, a sedução de crianças”.
Em sua Declaração de Direitos e Responsabilidades, o Facebook diz a seus usuários: “Você não publicará conteúdo que: seja detestável, ameaçador ou pornográfico; incite violência; ou contenha nudez ou violência explícita ou desnecessária”.
Ironicamente, a rede social bloqueou as contas falsas do WND devido a “razões de segurança” imediatamente após dezenas de imagens e vídeos de abuso sexual de crianças terem sido denunciados por essas contas. Em muitos casos, o material denunciado estava postado durante meses e havia sido visto e compartilhado por dezenas, até centenas de pedófilos.

Remoção de fotos: “É como caçar baratas”

Richard Lepoutre esteve ativamente envolvido na luta para proteger crianças do abuso sexual por mais de 25 anos, e é cofundador da luta contra pedófilos no Facebook com a campanha Stop Child Porn on Facebook (Detenham a Pornografia Infantil no Facebook). Ele também trava uma batalha contra a exploração sexual comercial por meio do seu trabalho nas campanhas Stop Online Exploitation (Parem com a Exploração Online) e Men Against Prostitution and Trafficking (Homens Contra a Prostituição e o Tráfico).
Grupo “10-17 teen bisexual"
“A inutilidade disso é que, enquanto você denuncia aquela imagem individual e se esforça para retirá-la, obviamente ela está sendo replicada centenas ou talvez milhares de vezes em todo tipo de local”, explica. “Ela realmente não desaparece. Enquanto está lá, há outros colecionadores e outros perfis copiando essa imagem. Embora você possa pedir que ela seja removida em um lugar e um perfil específico, é muito provável que ela continue a propagar-se no meio digital. O verdadeiro problema aqui é evitar que a foto chegue lá em primeiro lugar”.
Lepoutre afirma que “essa comunidade de pervertidos e criminosos” tem o seu próprio fenômeno “viral”.
“Pode ter certeza de que uma foto popular que aparece em algum momento é distribuída e compartilhada provavelmente milhares de vezes em poucas horas”, disse. “É como caçar baratas. Você pensa que está pegando-as, mas a imagem é como a conhecida barata que se clona indefinidamente. Ela se esconde, e está em toda parte. Você liga a luz e elas dispersam. Mas só porque você não as vê, não quer dizer que não estão lá”.
O Ministério de Justiça dos EUA comenta: “As vítimas da pornografia infantil sofrem não apenas do abuso sexual infringido nelas para produzir tal material, mas também de saber que suas imagens podem ser vistas e colecionadas por pessoas do mundo todo. Uma vez que a imagem esteja na internet, é irreparável, e pode continuar a circular para sempre. O registro permanente do abuso sexual de uma criança pode alterar sua vida para sempre. Muitas vítimas de pornografia infantil sofrem de sensações de impotência, medo, humilhação e descontrole, uma vez que suas imagens estão disponíveis para serem vistas para sempre”.
Durante o curso do seu trabalho, Bechard e Lepoutre denunciaram numerosas imagens e perfis ao Facebook. Embora contas e links para materiais de pornografia infantil possam ser desativados pelo site, muitos pedófilos reaparecem dentro de semanas, ou mesmo dias, afirmam. Em tais casos, os reincidentes repostam seus gigantescos álbuns de abusos.
“Por que eles não estão evitando que isso seja postado em primeiro lugar?” pergunta Bechard. “E o que estão fazendo para investigar suas origens? Existe alguma mineração de dados que eles podem fazer para descobrir se elas estão saindo de algum lugar em particular? Por que não concentrar recursos nisso para realmente investigar da forma como crimes dessa gravidade merecem ser investigados?”
Lepoutre listou nomes de alguns dos maiores sites de vídeos pornográficos do mundo. O material dos websites é cadastrado e enviado por indivíduos, em um processo parecido com a postagem de vídeos no YouTube ou no Facebook.
“Você pode ir a qualquer um desses gigantescos sites, e não irá encontrar pornografia infantil neles”, afirma. “É lógico que eles possuem os meios, a tecnologia e aparentemente a motivação para não permitir que materiais de pornografia infantil sejam enviados. Logo, tecnicamente falando, do ponto de vista dos recursos, por que o Facebook não pode fazer o mesmo que esses grandes sites de pornografia?”

Moderadores estrangeiros ganhando US$ 1/hora?

O Facebook divulgou muito pouco a respeito do seu processo de filtragem de conteúdo. No entanto, em 16 de fevereiro, o blog de notícias Gawker.com noticiou que havia entrevistado Amine Derkaoui, um marroquino de 21 anos que diz ter passado semanas fazendo treinamento para filtrar conteúdo ilegal no Facebook por meio de uma empresa terceirizada da Califórnia, oDesk.
Derkaoui afirma que recebeu US$ 1 por hora.
De acordo com o Gawker, Derkaoui forneceu documentos internos explicando como o Facebook censura seu conteúdo.
Ele afirma que a equipe de moderação de conteúdo utilizava uma ferramenta da web para visualizar fotos, vídeos e postagens denunciadas por usuários do Facebook. Os moderadores possuem três opções de ação: 1) confirmar a sinalização e excluir o conteúdo, 2) não confirmá-lo e deixar o conteúdo como está ou 3) encaminhar o conteúdo para uma alçada superior de moderação para ser examinado por funcionários do Facebook.
“Após passar por um teste escrito e por uma entrevista, Derkaoui foi convidado a juntar-se à equipe da oDesk, de cerca de 50 pessoas de vários países do terceiro mundo (Turquia, Filipinas, México, Índia) para trabalhar com a moderação de conteúdo do Facebook”, explicou Gawker. “Eles trabalham em casa em turnos de 4 horas e ganham US$ 1 por hora mais comissões (o que, de acordo com a lista de empregos, deveria dar um valor estimado de US$ 4 por hora)”.
De acordo com a reportagem, o anúncio da vaga não fazia menção ao Facebook. Derkaoui disse também que os administradores da oDesk nunca disseram abertamente que o cliente era o Facebook. No entanto, observa Gawker, um porta-voz do Facebook confirmou que a rede social era cliente da oDesk.
Outras fortes que alegam terem sido moderadores do Facebook reclamaram da natureza do seu trabalho na limpeza do site.
“Pense em um canal de esgoto”, disse uma pessoa durante um bate-papo no Skype com o blog, “e toda a sujeira do mundo passa por ele e você tem que limpar tudo”.
Outra pessoa desistiu após três semanas no trabalho de moderação.
“Pedofilia, necrofilia, decapitações, suicídios, etc.” lembra. “Saí porque valorizo a minha sanidade mental”.
Quando o WND perguntou ao Facebook a respeito da reportagem, um porta-voz respondeu com a seguinte declaração:
Em um esforço para processar rapidamente e de maneira eficiente os milhões de denúncias que recebemos todos os dias, decidimos contratar empresas terceirizadas para fazer a classificação prévia de uma pequena porção do conteúdo denunciado. Essas contratadas estão sujeitas a um rigoroso controle de qualidade, e implantamos várias camadas para proteger os dados das pessoas que utilizam o nosso serviço. Além disso, nenhuma informação de usuário além do conteúdo em questão e da fonte da denúncia é compartilhada. Precisamos encaminhar as denúncias mais sérias para o âmbito interno, e continuaremos a fazê-lo, e todas as decisões feitas pelas contratadas estão sujeitas a exaustivas auditorias. Estamos constantemente aprimorando nossos processos, e frequentemente inspecionamos as nossas contratadas. Esse documento fornece uma base a respeito dos nossos padrões com relação a uma dessas contratadas; para informações mais atualizadas, favor visitar Facebook.com/CommunityStandards”.

Facebook e PhotoDNA

Tanto o Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês) quanto o Facebook divulgam a utilização do software PhotoDNA para combater a pornografia infantil. O PhotoDNA cria um código digital para representar uma imagem em particular (uma espécie de impressão digital ou assinatura) e localiza aquela imagem dentro de grandes grupos de dados. A ferramenta é capaz de encontrar imagens específicas mesmo se tiverem sido alteradas.
A Microsoft doou o software para o NCMEC em dezembro de 2009. No ano passado, o Facebook começou a utilizar o PhotoDNA para buscar milhares de imagens ilegais registradas que foram enviadas por seus usuários. O software possui uma taxa de precisão de 99,7% nos testes. Ela encontra e remove apenas as imagens conhecidas, denunciadas e específicas de exploração sexual de crianças na pré-puberdade.
Chris Soderby, assistente do conselho geral do Facebook, foi promotor da Secretaria de Justiça dos EUA durante 12 anos. De 2006 até a metade de 2010, Sonderby foi representante da Secretaria na Ásia, na embaixada dos EUA em Bangkok, onde trabalhou com autoridades americanas e estrangeiras em assuntos criminais transnacionais de larga escala.  Antes de sua viajem a Bangkok, Sonderby trabalhou como chefe da unidade de Segurança em Informática e Propriedade Intelectual da Procuradoria Geral dos EUA em San Jose, Califórnia.
Ele declarou em um evento ao vivo em 20 de maio de 2011 chamado “Facebook D.C. Live: Protecting Kids Online” (“Facebook ao Vivo de Washington: Protegendo as Crianças Online”):
O PhotoDNA é realmente uma tecnologia que vai virar o jogo nessa luta, e estamos animados com a oportunidade de implantá-lo em nosso site e de conseguirmos reduzir consideravelmente a quantidade de imagens de exploração sexual que deixamos proliferar. No nosso caso, pretendemos colocar a tecnologia em ação contra cerca de 200 a 300 milhões de imagens que são enviadas ao Facebook todos os dias. Dessa forma, a tecnologia irá permitir que bloqueemos seu envio, para prevenir sua distribuição e a nova vitimização das crianças mostradas nessas imagens, e irá também permitir que rapidamente consultemos e denunciemos essas amostras às autoridades, para que tomem ações imediatas. Reiteramos, mais uma vez, que acreditamos que isso vai mudar o jogo, e estamos animados por sermos parte dessa parceria e ansiosos para continuarmos trabalhando nisso juntos.
Michelle Collins, vice-presidente da divisão de exploração infantil do NCMEC, disse ao WND, “Sinto mesmo que na indústria… embora obviamente o problema continue crescendo, cresce também a resposta de muitas das empresas, e certamente também a resposta das autoridades".
Collins acrescenta, “Temos várias iniciativas voluntárias com grandes empresas aqui nos EUA, em que fornecemos a eles o PhotoDNA, com o qual buscam especificamente por imagens de pornografia infantil para removê-las. É como buscar uma agulha em um palheiro. É uma quantidade enorme de imagens que passam pelos seus servidores. Eles utilizam uma tecnologia que os permite identificar e remover as imagens que já são identificadas como pornografia infantil”.
Collins diz ainda “uma adoção mais ampla do PhotoDNA por grandes empresas seria benéfico no sentido de eliminar a pornografia infantil dos seus servidores”.
No entanto, o Microsoft DNA não localiza nem remove novas fotos de abuso. Ela encontra apenas as que foram identificadas e listadas em um banco de dados de fotos do NCMEC.
Além disso, a tecnologia de comparação de imagens não localiza vídeos de abuso sexual de crianças para removê-los.
Em um dos comunicados dos Facebook sobre o assunto, ele afirma: “[O PhotoDNA] não será capaz de identificar novas imagens de pornografia infantil, nem irá sinalizar suas típicas fotos de crianças como pornografia. Ele irá identificar apenas as conhecidas pelo NCMEC”.
Lepoutre afirma que a utilização do software PhotoDNA pela rede social é um passo positivo, mas não é um “esforço preventivo” para prevenir que as fotos apareçam no Facebook em primeiro lugar:
“Eu pergunto: De que forma utilizar o PhotoDNA para correr atrás de uma foto que já foi publicada é ‘preventivo’? Mas que conversa fiada! Não é incrível? Talvez tenha um pessoal passando o olho no material lá no Marrocos, mas nada disso é ‘preventivo’”.
Ao ser perguntada a respeito da limitação do PhotoDNA, Collins disse ao WND: “É verdade. Para que a assinatura do PhotoDNA seja gerada, é preciso ter a imagem. Nós, é claro, vemos novas imagens e novos vídeos surgindo na internet”.
E acrescenta, “Há 20 anos, as pessoas tinham o risco de exposição ao tentar encontrar indivíduos que tivessem os mesmos interesses sexuais em crianças. Com a internet e essas ferramentas, é fácil para as pessoas sentirem-se protegidas no anonimato, e são capazes de normalizar e validar seus interesses sexuais em crianças ao conversar com pessoas pelo mundo. Isso certamente estimula a produção de mais imagens e vídeos”.

Facebook responde a questionamento de legislador

Em um e-mail de 4 de agosto de 2011 para o gabinete do dep. John Larson, democrata de Connecticut, o Facebook respondeu a um questionamento sobre a pornografia infantil em seu website. Ele afirmava:
Há vários mecanismos que utilizamos no Facebook para trazer à tona os materiais [de pornografia infantil] e seus fornecedores. Inclui aqui algumas das nossas proteções:
* Implantação de tecnologia sofisticada para detectar grupos, tanto públicos quanto fechados, que tratam do abuso de crianças de qualquer forma, incluindo o trabalho com líderes do setor tecnológico para, em parceria, desenvolvermos novas tecnologias.
* Isso tudo além das nossas tecnologias já existentes, que monitoram e sinalizam comportamentos suspeitos de indivíduos.
* Isso inclui os termos óbvios, mas também códigos e palavras-chave que esses grupos costumam utilizar para evitar serem detectados.
* Toda essa tecnologia é complementada por olhos e ouvidos humanos especializados, que procuram constantemente fechar grupos e bloquear usuários.
* Identificamos as palavras e técnicas mais atualizadas utilizadas por grupos de exploração de crianças por meio da inteligência do NCMEC e da Interpol.
* Trabalhamos também em conjunto com o Centro de Exploração Infantil e Proteção Online (sigla em inglês CEOP) e com o NCMEC para compartilhar informações e sinalizar casos em instâncias raras sobre interesses especificos.
Nada é mais importante para o Facebook do que a segurança das pessoas que utilizam o nosso site, e esse material definitivamente não tem lugar no Facebook.
Infelizmente, as pessoas vêm tentando utilizar a tecnologia para distribuir conteúdo ilegal e extremamente ofensivo desde os primeiros dias da internet pública. Nossa tolerância é zero para essa atividade no Facebook, e somos extremamente agressivos na prevenção e remoção de conteúdo de exploração de crianças, assim como na denúncia dos seus responsáveis às autoridades de segurança. Construímos sistemas técnicos complexos que bloqueiam a criação desse conteúdo, inclusive em grupos privados, ou o sinaliza para rapidamente ser analisado pela nossa equipe de investigadores.
Além disso, mantemos uma robusta estrutura de denúncias que estimula as mais de 500 milhões de pessoas que utilizam o nosso site a ficarem de olho para materiais ofensivos e potencialmente perigosos. Essa estrutura de denúncias inclui links de denúncia em páginas pelo Facebook, sistemas para priorizar as denúncias mais sérias, e uma equipe treinada de analistas que respondem a denúncias e as encaminham para as autoridades, conforme a necessidade. Essa equipe trata as denúncias de conteúdo de exploração com o máximo de prioridade.
Trabalhamos também com o NCMEC, com o Procurador Geral do Estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, e com o CEOP do Reino Unido para utilizar nossos bancos de dados de material de exploração infantil para aprimorar a nossa detecção e levar os responsáveis à justiça.
Como resultado dessa correspondência específica, afirma Bechard, o Facebook simplesmente concordou em remover a página “Nude Teen” (Adolescentes Nuas). No entanto, ele afirma que os resultados para “Nude Teen” revelam que a frase costuma voltar, mais popular do que nunca, e que o problema geral das páginas explícitas parece não ter melhorado.

“É frustrante”

Algumas pessoas, inclusive da área de segurança pública, estão ficando frustradas nos seus esforços para denunciar o conteúdo no Facebook.
“Acabei de receber uma ligação de um policial aposentado do Meio Oeste do país que estava bastante nervoso”, afirma Lepoutre. “Ele ligou porque encontrou pornografia infantil no Facebook e afirmou, ‘Sou um policial aposentado. Pensei que talvez pudesse contactar o Facebook e denunciar o que havia visto’”.
O homem afirma que tentou contato com o Facebook pelo telefone, mas seus esforços foram em vão.
“Ele viu o mecanismo de ‘denunciar imagem’, mas ele queria falar com alguém e denunciar o problema”, afirma Lepoutre. “Após várias horas tentando falar com o alguém no Facebook, disse a ele o que poderia e o que não poderia ser feito com relação ao formulário de crimes virtuais do FBI. Ele disse que iria preenchê-lo”.
E acrescentou, “Além desse aparente isolamento do site com relação a pessoas como nós, que estudamos o assunto, as pessoas que querem denunciar esse tipo de coisa também não podem fazer nada a respeito”.
Depois que os executivos do Facebook leram a parte 1 dessa série do WND, eles entraram em contato com o Sgto. Greg Lombardo, comandante da força de trabalho de Crimes Virtuais Contra a Criança no Vale do Silício, e pediram que ele conversasse com o WND sobre suas experiências no trato com a rede social com relação a esse problema.
O WND falou com Lombardo sobre as limitações do PhotoDNA, sobre quão fácil é para os pornógrafos abrirem várias contas falsas no Facebook, e por que o Facebook tolera grupos e páginas explícitas, ele respondeu:
“Entendo o que está dizendo. Penso que a maioria das coisas das quais falou será melhor respondida pelo Facebook. Tudo o que posso dizer é sobre a nossa comunicação com o Facebook e sobre a cooperação que recebemos deles. Nos últimos seis meses, eles realmente fizeram muito para nos ajudar. Se precisávamos de informações de mandado de busca, eles nos mandavam imediatamente. Eles na verdade abriram um novo portal que nos permite acessar informações do Facebook imediatamente, e nós o utilizamos muitas vezes. Estão trabalhando conosco, então não tenho do que reclamar. Penso que ultimamente eles têm sido ótimos. Tenho certeza de que existem áreas onde eles podem melhorar, e é provavelmente por isso que temos pessoas como vocês, que investigam e tentam descobrir o que está acontecendo.”
E acrescenta:
“Li o artigo de vocês, e estava bem escrito. Só quero deixar claro que eles estão cooperando conosco. Não tenho nenhum problema com relação a eles. Se há coisas que eles podem melhorar a partir do que vocês descobriram, perfeito, porque todos estamos tentando o mesmo aqui. Todos estamos tentando acabar com isso. Vocês podem ter encontrado outras coisas para eles olharem aqui.”
No entanto, Bechard explicou que um agente especial do FBI disse a ele que já demorou até oito meses para o que o Facebook respondesse a um único inquérito de pornografia infantil.
Bechard perguntou ao WND, “Alguém está comparando o número de perfis e vídeos denunciados e removidos do Facebook como pornografia infantil e, portanto, criminal, com o número de denúncias feitas às autoridades? Esse número deveria ser o mesmo. Se eles derrubarem algum conteúdo, sabendo que isso é um crime, eles devem denunciar o crime às autoridades. A frustração maior é que não parece que isso esteja acontecendo. Os crimes parecem estar sendo repreendidos somente em nível de Facebook”.
Ao ser perguntado se existe uma maneira de comparar os números de denúncias de pornografia infantil que o Facebook recebe dos seus usuários ao número de denúncias que o Facebook envia às autoridades de segurança, Lombardo afirma, "Essa é outra boa pergunta a ser feita ao Facebook, porque o que recebemos é o que o NCMEC nos envia.  Não posso comparar com o número de denúncias que o Facebook recebe. Não posso responder a essas perguntas, porque não sei”.
Bechard, frustrado com o processo de denúncia, explica:
“Não consigo pensar em outro crime, pelo menos não desse nível de perversidade, que as pessoas podem testemunhar e 1) não terem ideia de como denunciar e 2) todos na área de segurança pública dizer-lhes para procurarem uma agência externa, sem fins lucrativos, para denunciar [NCMEC]. E essa agência é o órgão centralizador do material investigativo de utilização dos órgãos de segurança. Não sei de outro crime que é denunciado dessa forma”.
Ao ser perguntado sobre como ele responderia às alegações do Facebook de que a empresa tem implantado inúmeras medidas proativas para garantir que a pornografia infantil seja erradicada do seu site, e que no geral está fazendo um grande trabalho nas áreas de prevenção e eliminação do conteúdo, Bechard responde:
“Eu os colocaria em frente a um computador, e em trinta segundos mostraria a eles materiais de pornografia infantil no Facebook. Um monte deles!”
As pessoas que se importarem podem fazer o seguinte:
Se você deparou com algum conteúdo que aparente ser de pornografia infantil, denuncie imediatamente à FBI’s Internet Crime Complaint Center
(A parte 3 desta série irá examinar como a questão da pornografia infantil no Facebook poderia entrar em jogo quando a empresa fizer a sua oferta pública inicial de ações, quais investidores darão apoio quando investirem na empresa e como, conforme um especialista, “eles não terão as mãos limpas” e ignorarem esse problema.)
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Can Facebook’s child-porn explosion be stopped?”.